Justine e Claire
23/08/2011
Irmãs … posições diversas em relação ao homem. E os homens da festa são incapazes. Justine denuncia essa incapacidade. A beleza incomum, a suavidade dos gestos, a delicadeza da postura, da voz, do sorriso, não deixam passar o ódio e a loucura de bacante. De quem seria capaz de copular por horas e devorar animais vivos. Capaz de espetar a cabeça do próprio filho na ponta do tirso tomada pela excitação dionisíaca. E o moleque não saca nada disso. Pensa que tiveram “bom sexo”. Ela estava só, e ele nem se deu conta. Nenhum d’eles dá conta. Então, não há relação sexual, como constatou o psicanalista francês. E o patrão não saca nada; o cientista não saca nada; o noivo não saca nada (o pai parece sacar, mas está distraído, ocupado com suas bêtes; ou ocupado, distraído com suas bêtes). O noivo tenta. Tenta um discurso, e tudo o que ele não deveria tentar, era o discurso … Ela demanda a permanência do pai, mas este fôra destituído fazia tempo … arrumou uma carona no momento em que ela parecia disposta a depor as armas, o ódio, o cinismo de bela alma. “Quase!”, pensou o expectador. Mas, não foi quase!. Não seria.
Claire quer acreditar no homem, mas se Ela não existe, por que ele existiria? Claire precisa convencer Justine de que ele sabe, e de que ele pode. E ele não quer ser denunciado e destituído. Ele precisa que Justine seja feliz. Claire não consegue nem mesmo convencer a si mesma, mas insiste.
O menino dorme …
Ninguém se salva.
O gozo de banhar-se na luz triste do planeta trágico: melancolia como fim do mundo, pensaram o psicanalista vienense e o cineasta dinamarquês.
Ninguém se salva, e o menino dorme.
Olhos bem fechados.
23/08/2011 às 18:23
Boa Stelião!!!!! sei lá o que isso quer dizer…
23/08/2011 às 21:55
Boa mesmo, Stelio. Ninguém se salva.
25/09/2011 às 21:20
mal descobri o blog e já acho que você tem que ver filmes mais vezes.
25/09/2011 às 21:20
e postar sobre eles.
(ih, o nome saiu truncado no comentário de cima.)