Not I

04/02/2009

Beckett, para quem não tem medo do não-eu …  aqueles que resolverem tentar isso em casa devem lembrar-se de que o esforço será fracassado: não fica louco quem quer …

Já aqueles que frequentam o divã, terão um vislumbre do que seus analistas escutam enquanto eles falam!

Anúncios

3 Respostas to “Not I”

  1. Magali Lobo Says:

    Sem palavras pra vc Stelioness, vc é meu ídolo…
    vou passar sempre por aqui..bjs

  2. Karen Says:

    Me fez recordar o comentário do trabalho da Cláudia nas jornadas, ela falava da ficcionalização como estratégia de apreensão do real. Me parece que a arte tem esse poder de captura, em especial, esse vídeo com o texto do Beckett que sempre me evoca uma sensação quase terrível, improvável,…
    Só lembrando que topando tão festivamente com a tese de “não fica louca quem quer” (com a qual concordo e a experiência clínica afirma a favor) está concordando com o diagnóstico diferencial entre neurose e psicose e, portanto, com nosso queridinho édipo (tão maldasamente escorraçado pelo Deleuze). Afinal, se trata de uma operação ou não realizada: a metáfora paterna. Mas, tenho dúvidas o quanto isso permaneceria em vigor no último Lacan.
    Tenho pensando muito que as teses do Deleuze não são boas para a clínica, aliás, a maioria delas é meio absurda. Escorraçar a concepção de desejo como falta como uma crítica uma ontologização clínica desse conceito me parece ótimo. No entanto, é inegável que na queixa neurótica está presente tal concepção. E não devemos deixar recusar humanidade à neurose. Ela existe enquanto tal. Não é porque é neurose que “some” ou “desaparece” enquanto uma manifestação que é do real, não é de outra coisa. E nem o próprio Deleuze fala isso. No Anti Èdipo, ele reconhece sua existência como “produção de registro”, só que está ocorre em segundo momento, meio que aliada à produção de consumo. E é gerada pelo mercado.

  3. Karen Says:

    Então, o que parece estar em questão no Anti èdipo é o estatuto da concepção de desejo como falta (como produção de registro, ela existe). Só que a crítica à metafísica de Deleuze e o espírito enxovalhado do Anti Edipo dá margem para dizer que “não existe papai e mamae”, o que seria recair em uma metafísica.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: