Teresa (atualizado em 26/11)

16/06/2009

Gozo místico?

Gozo místico?

Como saber se Santa Teresa d’Ávila de fato gozava? E se fosse apenas mascarada? Que provas ela deva de seu gozo? Basta o relato desse gozo?

Diz-se que ela levitava durante a missa … Uau! Que gozada! Também, pudera, estava sendo copulada pelo próprio Deus!

As santas do nosso tempo não levitam: ejaculam!

p.s.: o chamado “gozo místico” parece ser possível, em graus diferentes. Isso, aprendi com Nietzsche e com a música. Soube do ue se trata com Bataille, no capítulo “Misticismo e Santidade” de seu “Erotismo”. É possível gozar para além do falo. É um gozo de entrega, que não precisa se mostrar. Um gozo de quem pôde, por instantes, ultrapassar os limites do “eu”, isto é, os limites do corpo, entendido aqui como o corpo da psicanálise. O gozo do outro sexo: da mulher. Um gozo que não se imaginariza: daí o desespero e a urgência em ver Teresa levitando, ou Carly ejaculando. Dersconfia-se da mulher, quando o que é preciso, não é obter provas de seu gozo, mas aprender a gozar com ela.

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2 Respostas to “Teresa (atualizado em 26/11)”

  1. Karen Says:

    As provas do gozo são o que tornam possível de contá-lo. E o gozo feminino não é inteiramente contável. Como você notou a única maneira de falar do gozo místico é por meio de uma significação que em si já é fálica.
    Daí,o gozo não se situar inteiramente do lado fálico, não todo fálico, ético, até.
    Bom, isso é pelos menos o que eu entendi. Nâo se está completamente certo.
    Na verdade o que me motivou a escrever foi perceber sua irritação com a dificuldade desse assunto verdadeiramente difícil. E ando pau da vida com o gozo fálico. Me dá verdadeiramente no saco.

  2. Stelio de Carvalho Neto Says:

    Boa Karen!

    Bom saber que não estou sozinho em minhas perambulações pelo campo do gozo.

    Ainda bem que leremos o Nascimento da Tragédia no cartel sobre Nietzsche. Sempre um alívio encontrá-lo nesse campo onde, me parece, ele tem passagem livre.

    Dioniso, ou a embriaguez, não entra em cena sem a máscara apolínea: o sonho.


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