Cristalização

08/06/2010

Alguém entende que  a “cristalização” stendhaliana é egoísmo: o problema é que para pensar esse “egoísmo” é preciso ter fé no “ego”; ter fé num “eu” que faz a idealização. Mas Eros é uma divindade! O que pode qualquer egoísmo a favor ou contra as determinações de uma divindade?!? Não montamos nossas fantasias deliberadamente: elas vêem como são. Se deliberamos alguma coisa, deliberamos apenas se daremos livre curso às elaborações da divindade, permitindo que elas alcancem o estado de construções exuberantes, ou se impediremos essa força, tomados pelo medo do vir-a-ser, Phobos, também uma divindade. Medo da aparência e da ilusão. Desconfiança equivocada como efeito da fé em um chão firme. Vontade de repouso. Cansaço. Talvez algum exercício na razão seja mesmo necessário para fortalecer novamente, revigorar e possibilitar a dança sobre as águas do rio de Heráclito; ensejar os passeios através dos jardins arquitetados pela dinâmica erótica.

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Uma resposta to “Cristalização”

  1. Mariana Says:

    Pela madrugada, meu amigo! A internet às vezes não facilita em nada. Lhe escrevi um email, mas não consigo encontrar o endereço para enviar. Será que você poderia me passar?


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