Little Wing

13/01/2011

Little Wing deixa a desejar. Tão bonita e tão curta. A melodia e o timbre aveludado da guitarra envolvem de um jeito tão intenso e instantâneo, e depois somem, em um fading um tanto o quanto abrupto, mas que sugere que a música continua lá, soando. Quando ela se anuncia, já está muito próxima. Fica o tempo que pode ficar, e depois continua o seu vôo. Existem versões mais longas desta canção, do Sting e do Stevie Ray Vaughan, por exemplo. Como se fossem tentativas de esgotar a melodia. Mas a canção parece estar tão ligada a essa experiência de permanência e evanescência. E colocar ela para tocar repetidamente poderia esmagar um vôo tão delicado. Ela existe voando. When I’m sad, she comes to me, with a thousand smiles, she gives to me free. “It’s alright”, she says, “it’s alright, take anything you want from me.” E então ela voa. Hendrix sabia disso, e ela apareceu para ele. E ele também teve o que oferecer: Little Wing.

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